
As visitas a espaços de serviços públicos ou privados são uma das atividades que fazem parte do cronograma do jovens participantes do Protejo (Projeto de Proteção de Jovens em Território Vulnerável), programa integrante do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), do Ministério da Justiça. Os jovens que integram o projeto no Arapoanga e em Itapoã, participaram por mais de duas semanas de visitas ao Museu Vivo da Memória Candanga.
A visita teve como objetivo principal criar a oportunidade de acesso à cultura local. Além disso, as atividades externas realizadas pelo Protejo são uma forma de inserir os jovens socialmente, por meio do acesso a culturas diferenciadas, enriquecendo o conhecimento histórico e contribuindo para o processo de formação cidadã. Para a coordenadora pedagógica do Protejo, Juliana Diniz, ao diversificar as atividades desenvolvidas na formação dos jovens, os ganhos pedagógicos são muitos: mais envolvimento, mais estímulo e possibilidade de ações práticas que muito contribuem para atos cidadãos. “Diversificar os recursos didáticos e metodológicos das atividades, levando-os para lugares que não são do seu cotidiano é um trabalho que contribui para o resgate de autoestima e do sentimento de pertencimento dos jovens. Por meio do acesso à cultura isso é possível”, ressaltou Juliana.
O museu é uma das relíquias que contam a história da capital desde sua construção até a inauguração. Ao chegar ao local os jovens assistiram um vídeo sobre a história da construção da cidade. O vídeo conta que o local onde se encontra o museu foi o primeiro hospital de Brasília, construído por Juscelino Kubitschek, no ano de 1957. O local foi tombado pelo patrimônio histórico em 1985 e transformado em Museu Vivo da Memória Candanga em 1990. “Passamos a desenvolver projetos e atividades culturais. Hoje este local constitui um dos mais importantes espaços de registro, preservação da história e da cultura candanga”, contou Ronaldo de Medeiros, um dos instrutores responsável por guiar os jovens na visita. Oficinas e exposições temporárias e permanentes foram criadas ao longo do tempo e completam a história do Museu Vivo da Memória Candanga. A exposição permanente “Poeira, Lona e Concreto” é a mais importante do museu, pois enfoca a trajetória da mudança da capital do país até a data de sua inauguração. Oficinas de arte e artesanato também fazem parte das atividades do local. “As oficinas são equipadas para desenvolver trabalhos em tecelagem, cerâmica, costura, madeira, serigrafia, papel artesanal e cartonagem”, contou Ronaldo. Foram fabricadas peças de argila por professores como demonstração a cada visita feita pelos jovens.
O resultado desta ação, pode ser expressado no sorriso de felicidade de cada um dos jovens ali presentes. “Quando eu ia ao Plano Piloto achava que estava visitando outra cidade. Estou descobrindo que morar na periferia também é ser parte de tudo que estamos conhecendo. Quero contar aos meus familiares o que vi aqui”, ressaltou um dos jovens presentes.