
Durante duas semanas alguns jovens do Protejo participaram de uma oficina diferente. Um grupo de espanhóis arquitetos, do coletivo com o nome de Basurama, do Instituto Cervantes de Brasília, visitaram as cidades de Arapoanga, Itapoã e Estrutural para ensinar a técnica de serigrafia com stencil aos meninos e meninas integrantes do projeto. A atividade foi mediada pela Saber e junto a Central Única das Favelas (Cufa). O objetivo do trabalho foi observar a relação entre a cidade ideal e informal, mostrando que as regiões administrativas também pertencem ao Plano Piloto e dessa forma fazem parte da história de Brasília.
O foco do grupo foi reutilizar materiais para fazer projetos criativos e trabalhar os 50 anos de Brasília, com a fabricação de cartazes com desenhos de monumentos históricos da cidade e com frases “Bem-vindo a Itapoã: é Brasília”, “Bem-vindo a Estrutural: é Brasília” e “Bem-vindo a Arapoanga: é Brasília”. Dois dias foram utilizados para realizar o trabalho em cada cidade. No primeiro momento os integrantes do Basurama explicaram aos jovens o que é e como utilizar a técnica do stencil, depois pediram para desenhar o que os jovens gostavam mais no local em que moram e em Brasília, após este processo cartazes eram pintados utilizando as técnicas. No segundo dia, eles seguiram para a rua e colaram os cartazes em cada localidade. “Os jovens mostraram o sentimento de pertencimento em cada uma das suas cidades. Vamos reutilizar imagens de Brasília, para fazer nossa própria imagem”, explicou o arquiteto, Miguel Rodrigues.
A experiência resultou em um vídeo feito pelo Basurama e que será mostrado em Madri. O grupo mostrou aos jovens muito mais do que um sentimento de pertencimento à cidade, e possibilitou a eles um resgate de autoestima. “Achei a técnica interessante, porque quem não sabe desenhar, pode aprender rápido. Atividades como esta trazem muitos benefícios para nós”, finalizou a jovem participante do Protejo, Rosely Batista, de 23 anos.