NOTÍCIAS  
  Protejo avança com as atividades de oficinas  
 

Há cerca de dois meses os jovens do Protejo das unidades de Arapoanga, Itapoã e Estrutural iniciaram as oficinas temáticas. As atividades são uma etapa do percurso social formativo (PSFO) do programa. A localidade de Arapoanga ficou responsável por desenvolver a oficina de hip hop, Itapoã ministra as de artesanato, bijuteria, hip hop, história em quadrinhos e dança, já a unidade da Estrutural desenvolve pintura, áudio visual, orientação para o mundo do trabalho, capoeira e rap. É importante ressaltar, que as oficinas são trabalhadas com grupos de jovens e que após o término de cada uma delas, eles farão rodízio para que participem de todas. “As oficinas são executadas por educadores, jovens ou convidados”, contou Cristina Vida, assistente pedagógica do Protejo.

 

João Kesley de Souza Silva é morador da comunidade da Estrutural, participava de um grupo de break, o R Style Crew, e foi convidado para dar aulas aos jovens do Protejo. “Em todas as aulas os jovens fazem alongamentos e treinam os mais variados passos de rap, geralmente os da aula anterior, eles também assistem filmes americanos sobre o ritmo e ao final ensino os passos e dançamos todos juntos”, afirma o rapaz. As atividades são executadas às sextas-feiras ou aos sábados. Edson Webson é Coordenador de Programação Visual com Informática da Universidade de Brasília (UnB), e foi convidado a ser voluntário do Protejo e ministra as oficinas de áudio visual e um dia foi convidado a fazer parte do mercado ao mundo do trabalho. “Hoje estou palestrando sobre empreendedorismo e os jovens se mostraram bastante interessados quando o tema é trabalho”, contou. A jovem participante do Protejo, Maria Ana Gomes da Silva, de 15 anos, mora sozinha e precisa se sustentar, para isso vende bombons caseiros feitos por ela mesma. “Não moro com a minha mãe e tenho que dar conta do recado, faço bombons e com o dinheiro que recebo da bolsa do projeto invisto um pouco em materiais para a fabricação dos doces”, disse Maria Ana. A jovem vende de 60 a 100 bombons por dia e falou durante a palestra que executava seus negócios de forma errada, já que não investia nenhuma parte do dinheiro recebido na venda dos bombons. Durante a palestra ela disse ainda, que conseguiu mudar a forma de pensar e dessa vez vai agir de maneira diferente, reservando uma parcela do dinheiro para investimentos ou problemas futuros.

 

A mudança nos jovens do Protejo, com estes e outros trabalhos é nítida, muitos já tomaram novos rumos de vida, arrumaram emprego e após um ano, com o fim do programa, estarão prontos para caminhar sozinhos.

 

 
   
     
 
     Receba Notícias no seu email.  
 
Nome:
 
 
E-mail
 
 
 
Administração. ©SABER - Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Seu Guia Web - Publicidade e Marketing.