
Uma nova atividade está sendo implantada junto aos jovens do Protejo. A Cidade Estrutural acaba de lançar suas oficinas, sendo que a primeira delas começou na última semana, e é a oficina de áudio visual. O educador, Webson Alencar Dias, introduziu as atividades por meio de uma conversa informal com os jovens. Cada um se apresentou e demonstrou o motivo pelo qual aquela oficina de áudio visual lhe chamou atenção. “De uma forma muito inibida os adolescentes foram aos poucos se apresentando, após este momento foi feita à introdução do que é o áudio visual e o que será desenvolvido neste percurso social formativo”, contou a assistente de unidade, Luciana Alencar.
Durante o primeiro dia, aconteceu uma breve explicação sobre a história cinematográfica. O educador entregou aos jovens um texto sobre a história do cinema e após este momento passou dois documentários: “Maioria absoluta”, retratando o analfabetismo e “Maranhão 66”, que conta sobre a política do Maranhão na década de 60, com a ascensão de José Sarney. Cerca de 50 jovens participaram, por dois dias, da oficina e assim será até o final deste percurso. “Eles se mostraram muito interessados e motivados, mesmo que estivessem assistindo algo que não era do seu cotidiano”, ressaltou ela. Já no segundo dia, a leitura do texto História do Cinema foi mais intensa. “Este foi lido e trabalhado com a turma, com termos que exigiam dos jovens a busca de mais informações, esse sentimento de desafio já foi colocado no primeiro dia da oficina”, lembrou. Após este momento, todos assistiram ao documentário “Autamira”, que mostra cenas chocantes de um lixão instalado no Rio de Janeiro.
“Acho que tivemos um saldo muito positivo durante esses dois dias de áudio visual. As turmas mostraram total interesse pela oficina proposta”, disse a assistente. Oficinas de hip hop, artesanato, orientação ao trabalho, bijuterias, pintura e outras estão sendo analisadas para serem implantadas não só nas unidades do Protejo da Estrutural, mas também em Arapoanga e Itapoã.