
Ação social com foco na juventude é uma esperança para muitos. O combate à violência e a criminalidade está na expectativa de projetos sociais. Por isso, programas como o Protejo, do Governo Federal, estão incluídos entre muitos dos projetos de combate à violência e principalmente à criminalidade. Com tudo isso, depois de uma semana em recesso, assistentes de unidade, educadores e equipe do Protejo se reuniram para refletir sobre os principais pontos trabalhados no primeiro ciclo do projeto e realizar mais uma etapa da formação continuada que dará início ao segundo ciclo, que começa no próximo dia 27 de julho.
Foram três dias de trabalho intensivo, mas que ao final as atividades foram muito celebradas por todos. A construção de um percurso social formativo na busca de um território pacífico é o objetivo de todo este processo. No primeiro dia, a equipe da Saber, composta pela coordenadora pedagógica, Juliana Diniz, a assessora pedagógica, Marcela Magalhães e a psicóloga, Tatiana Castro, apresentaram as fases referentes ao segundo ciclo do programa. Após este processo, os educadores trocaram experiências e mostraram os temas trabalhados ao longo do semestre. Dentre eles estão: racismo, sexualidade, meio ambiente, juventude, drogas, violência, legislação, segurança pública, cidadania e outros. É importante mostrar ainda, que oficinas de arte e educação, música, dança e leitura também fizeram parte do processo. “As oficinas são vistas como um resgate da autoestima, do amor-próprio e da vida”, falou Jaildo Diniz, educador da unidade de Arapoanga. Em conjunto, os presentes fizeram questão de mostrar que as produções feitas em sala, em grupo ou até mesmo individuais estimulam a coletividade e a integração entre os grupos. “Visitas ao Centro Cultural Banco do Brasil, palestras, exposições, cinemas, também são importantes destacar”, citou Luciana Alencar, assistente da unidade da Estrutural. Na avaliação do primeiro ciclo a construção de todo o trabalho é processual, mas a linha de trabalho das três cidades é unitária. “O olhar crítico para atingir os objetivos ao longo do tempo é fundamental”, ressaltou Juliana Diniz. Hoje, cerca de 1500 jovens estão inscritos no Protejo. A partir disso, os educadores e assistentes de unidade fizeram um levantamento do perfil socioeconômico e cultural dos adolescentes. “Somos eternos aprendizes dentro do projeto. Um dia ensinamos e no outro somos ensinados por eles”, disse Zelândia de Fátima, educadora da Estrutural. A troca de informações é fundamental para a interação entre jovem e educador.
No segundo dia, foram apresentadas as principais mudanças para o segundo ciclo, com a integração de práticas comunitárias e a inclusão digital. A equipe pedagógica explicou sobre como serão as práticas comunitárias e as atividades de informática daqui para frente. “Em termos concretos, incluir digitalmente, não é apenas alfabetizar a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores”, completou a psicóloga, Tatiana Castro. Já as práticas comunitárias, vão além do campo de vivência. “Conhecer a cidade em que se vive é importante”, lembrou Jaildo Diniz. As práticas comunitárias são iniciativas individuais ou coletivas que visam proporcionar a melhoria da qualidade de vida, de pessoas e comunidades, são um exercício de cidadania. A prática comunitária é um meio de envolver e criar novos agentes, através de direitos básicos, como: saúde, moradia, educação e outros. “Os jovens precisam ser beneficiados e multiplicadores do projeto”, disse Marcela Magalhães. Os agentes de desenvolvimento local, do Projeto de Apoio à Implementação do Pronasci, ajudarão, nesta segunda etapa, os educadores das localidades de Arapoanga, Itapoã e Estrutural. Georgina Fagundes, Coordenadora Regional do Projeto de Apoio, concedeu uma palestra explicando as metas, objetivos e tarefas do programa. “Os agentes tem a missão de fazer o mapeamento do desenvolvimento dos projetos e principalmente a interação entre eles. O apoio realmente apoia os programas do Pronasci”, explicou Georgina. Após a apresentação, cada dupla de agentes locais explicou os resultados já alcançados referentes as cidades, como uma construção da rede social, entre Apoio e Protejo.
No terceiro e último dia de formação, os educadores reuniram-se em grupos de trabalho para a orientação e elaboração de projetos a serem realizados ao longo do último semestre. “Podemos ajudar a transformar a realidade dos jovens”, falou Marcela Magalhães. Foi dito ainda, que o Protejo é um programa de segurança pública e para isso são trabalhados uma série de ações com foco na juventude e em que o projeto pode modificar ou beneficiar a vida dessas pessoas dentro da sua própria comunidade. “As razões fundamentais para a elaboração de um projeto são: satisfazer uma necessidade coletiva e aproveitar uma oportunidade de transformação”, ressaltou Marcela. Cada grupo apresentou suas propostas de projeto e a equipe pedagógica finalizou com a construção de estratégias de combate à evasão dos jovens.