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  Jovens da Estrutural visitam exposição Tisakisü no Ministério da Justiça  
 

Durante toda a semana mais de 300 jovens participantes do Protejo da Cidade Estrutural visitaram a exposição “Tisakisü tradição e novas tecnologias da memória”, sobre os Kuikuro do Alto Xingu, no Salão Negro do Ministério da Justiça. Muita alegria e descontração marcaram os dias de evento.

 

Artur Nobre Mendes, antropólogo e coordenador da área de documentação da Funai, acompanhou os estudantes durante todos os dias. Ele ficou encarregado de contar a história dos povos indígenas, sua cultura, festas, cantos, rituais e porque muitos deles vêm perdendo sua história. A exposição registrou através de gravação, livros e fotos de fatos antigos e atuais desse povo, com a intenção de que a cultura não se perca, assim os mais velhos podem passar os conhecimentos aos mais novos.

 

De acordo com a história da exposição, à documentação que ali se encontra é uma parceria entre pesquisadores e comunidade em torno de um único objetivo, que é o de manter viva a tradição em um contexto de mudança. Já que nos dias atuais estradas ligam as aldeias às cidades da região, a televisão está em muitas casas, os jovens querem estudar, trabalhar e por isso, os mais velhos temem perder aquilo que construíram ao longo de séculos. Os jovens do Protejo ficaram muito empolgados com a exposição e por aprender um pouco mais da cultura dos índios.

 

Depois da mostra os adolescentes tiveram a oportunidade de visitar a Praça dos Três Poderes, onde se reuniram para saber um pouco da história de Brasília, que foi contada pelos educadores. Cada um relatou ainda o que achou da exposição Tisakisü. “Gostei bastante da exposição, acho importante visitar outras atividades mais dinâmicas fora do projeto”, concluiu a aluna Kelma Maria, de 22 anos.

 

 
   
     
 
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